domingo, 21 de novembro de 2010

Favela no Ar

No dia 19 de novembro realizamos uma atividade coletiva com as turmas do Ensino Médio, a idéia era que eles criassem uma espécie de penetrável, levando a diante o trabalho que desenvolvemos baseado na obra de Hélio Oiticica. Os alunos já estavam familiarizados com as idéias centrais da obra de HO, então não houve muito problema quanto à compreensão da proposta. Por outro lado enfrentamos alguns desafios, o primeiro foi com relação ao espaço, na noite anterior choveu muito e a quadra a céu aberto ficou alagada, como não tínhamos outra data para fazer o trabalho tivemos que enfrentar a “piscina”. Outro aspecto que não tínhamos levado em consideração foi o vento constante no local. Além disso, é importante destacar a escala gigantesca do trabalho, coisa incomum na escola.
Mesmo com essas dificuldades os alunos se saíram muito bem, contornaram os problemas encontrando soluções criativas e incorporando o que poderia se negativo - o vento e a lama - a própria natureza do trabalho. Eu tive alguma dificuldade para coordenar tanta gente trabalhando ao mesmo tempo, e notei que alguns alunos assumiram a liderança do trabalho enquanto outros pouco contribuíram, o que é mais ou menos normal quando trabalhamos com grupos muito grandes. Por outro lado deu para perceber que foi um momento rico do ponto de vista da experiência estética, algo difícil de avaliar, mas que pude observar vendo e ouvindo os comentários, coisas como: – Nossa isso tão bonito, colorido assim! Ou – Professor é como andar dentro da pintura, né?!
Nós não tínhamos um título para esse trabalho, até que um aluno da turma 903 – o Luciano – passou e gritou: - Professor, o que é isso? Uma favela no ar? Bingo! Achamos nosso título, obrigado Luciano pelo olhar sensível e inteligência poética.

Vejam o vídeo, espero que gostem.



PS.: Ficar por mais de 4 horas exposto ao sol e ter esquecido o filtro solar me rendeu uma aparência de camarão frito!

domingo, 14 de novembro de 2010

Seminário Museu : Escola [MAC-Nit]

No dia 11 de novembro apresentamos um relato de experiência no Seminário Museu : Escola, promovido pelo setor educativo do MAC-Nit (Museu de Arte Contemporânea de Niterói). Lá estavam reunidos representantes de diversas instituições culturais do Rio de Janeiro (CCBB, MAN Rio - Instituto MESA, Museu Chácara do Céu – Fundação Castro Maia, Equipe do Educativo da Exposição Helio Oiticica O Museu é o Mundo [Casa França Brasil / Paço Imperial] e SESC – São Gonçalo).
Duas escolas apresentaram trabalhos, nós do CIEP Mané Garrincha e a E.M. Profª Mª Ângela Moreira Pinto da Rede Municipal de Niterói.
Foram discutidos vários assuntos importantes a respeito de patrimônio, mediação, acesso aos acervos, visitação entre muitos outros. Foi um ótimo momento de compartilhar experiências e aprender, ficamos felizes de poder mostrar o trabalho dos nossos alunos e aproveitamos para parabenizar a equipe do Educativo do MAC-Nit, em especial a Márcia Campos.
 Resumo de nossa apresentação:
HÉLIO OTICICA
A pintura no campo expandido

Relato de experiência de atividades realizadas com alunos do Ensino Médio e Fundamental a partir da obra do artista Hélio Oiticica. As atividades estão inseridas numa série de ações planejadas durante os anos letivos de 2009 e 2010 e tinham por eixo temáticos a história da arte brasileira (para os alunos do Ensino Fundamental) e as vanguardas estéticas do século XX (para os alunos do Ensino Médio).
Os alunos do Ensino Fundamental realizaram trabalhos que remetem aos parangolés criado por HO na década de 60. Enquanto os alunos do Ensino Médio criaram trabalhos que aproximam as obras de HO de uma série de imagens criadas pelo fotografo sueco Carl Kleiner. As atividades foram registradas e geraram vídeos que pretendo exibir em minha apresentação, além de comentar os objetivos do trabalho, seus resultados e desdobramento.

Veja os vídeos clicando aqui: Parangolé | Arte para Vestir

sábado, 6 de novembro de 2010

Fomos visitar o Museu Nacional de Belas Artes

As turmas do 9º ano (901, 902 e 903) foram visitar o Museu Nacional de Belas Artes, mais de 120 alunos divididos em dois grupos. Fomos na quinta-feira e na sexta-feira (28 e 29 de outubro).
Foi uma experiência fantástica, especialmente porque a maioria dos alunos nunca havia visitado um museu de artes antes, alguns já tinham tido a oportunidade de visitar algum museu histórico, mas de artes não!
A primeira grande descoberta foi de como é distante o contato com imagens reproduzidas em livros ou em apresentações de DataShow e os objetos de arte “ao vivo”.
Fizemos um passeio pelas galerias do século XX e XXI, infelizmente a galeria com as obras que vão do século XVII ao XIX estava fechada para obras. Duas obras competiram pela atenção da meninada, o tríptico “Navio Negreiro” de Di Cavalcanti e uma obra de Franklin Cassaro.
Espero poder realizar visitas como essa com mais freqüência. Agradecemos a escola por viabilizar a verba necessária para os ônibus e lanches. Nossos agradecimentos especiais para o pessoal que ajudou na monitoria (Prof. Gisele, Prof. Dinho e o nosso técnico em informática Waldemir).
Na volta da visita fizemos uma pesquisa com os alunos, ainda não tive tempo de tabular os dados, mas depois disponibilizarei aqui.

Para encerrar, dois momentos bacanas: 1º - O Caio pergunta: Nos vamos ver alguma pintura de Fraz Post? Eu respondo, infelizmente não, a galeria está fechada para reformas. Ele faz cara de triste.
2º - O bombeiro que acompanhou o grupo no final da visita me chamou, apresentou-se e fez o seguinte comentário: Eu já trabalho aqui faz bastante tempo, mas é a primeira vez que vejo alunos prestarem atenção ao que o professor está falando e também nas obras, geralmente o pessoal passa rapidinho pelas salas.  (Três vivas para o Mané Garrincha!)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mondrian 3D

T
rabalhar com arte abstrata nem sempre é algo fácil. A tendência da maioria dos alunos é considerar que “qualquer um pode fazer aquilo, até sua irmãzinha de três anos”. Sabemos que esse clichê não é verdadeiro, a questão do valor estético de uma obra de arte não está no grau de dificuldade técnica envolvido na sua realização, mas sim nas questões que o trabalho propõe, na forma como o artista reflete sua realidade sócio-histórica, no modo como essa obra faz avançar as fronteiras da própria arte etc.
Piet Mondrian é um artista singular, criou uma obra de grande rigor e economia formal, seu trabalho é ao mesmo tempo simples e complexo, místico e utópico.
Com o objetivo de aproximar os alunos da obra de Mondrian e de seu vocabulário formal, resolvi propor uma atividade que possibilitasse desenvolver os conceitos de bidimensionalidade e tridimensionalidade. Desse modo partimos das pinturas de Mondrian para a criação de objetos/caixas que levariam Mondrian para o espaço plástico tridimensional. Cada aluno criou sua própria caixa, todas juntas formaram um painel único que de certo modo mantém a dualidade vertical/horizontal tão explorada na pintura do mestre holandês. Vejam o vídeo, espero que gostem, pois foi muito divertido fazer. 

domingo, 17 de outubro de 2010

Arte para Vestir


C
omo prometi no post anterior, aqui vai um pequeno relato da atividade que realizamos a partir da observação das obras de Hélio Oticicica [parangolés] e do fotógrafo sueco Carl Kleiner.

Kleiner tem uma série de fotos chamadas Ceremony, nessas fotos pessoas tem o rosto coberto por dobraduras, em algumas fotos é o espaço que é ocupado por esses origamis.

Pensamos em unir as duas idéias, a de HO que propõe uma pintura que só tem existência quando vestida e a de C. Kleiner que cria uma imagem de caráter fashion e que brinca com a geometrização do espaço.

Após observação e conversa sobre as obras dos dois artistas, dividi os alunos em grupos e propus que eles criassem origamis que pudessem funcionar como uma espécie de roupa ou camuflagem. A turma 2002 trabalhou como um único grupo, eles fizeram dezenas de barquinhos e praticamente cobriram um colega com essas dobraduras, no final colocaram alguns barcos aos pés do modelo e batizaram o trabalho de “o navegante”, foi uma experiência bastante forte e gostei especialmente do resultado das fotografias, que em sua maioria foram feitas pela garotada.  Podemos notar de modo bem explicito a influência do universo pop na cultura visual dos alunos. Alguns trabalhos lembram guerreiros espaciais, outros lembram divas pop como Lady Gaga, há ainda um certo clima vídeo game nas propostas.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Parangolé



Os alunos do Ensino Médio estão trabalhando com as diversas correntes ligadas a representação não-objetiva, as chamadas vanguardas abstracionistas e construtivistas. No ano passado ligamos essa atividade à obra de Hélio Oiticica, pois o artista fez um percurso muito importante, partindo da pintura abstrato-geométrica [ metaesquemas ], tirando a pintura do plano bidimensional e trabalhando a cor no espaço [ contra-relevos ] e depois levando ao extremo essa questão com os parangolés, capas coloridas que só se revelavam por completo na interação com as pessoas que as vestiam. Nesse processo de pesquisa da cor e do espaço H.O. parte da pintura até uma forma nova e híbrida onde a cor se manifesta no corpo e no espaço, a obra de arte deixa de ser algo apenas a ser observado e passa para o plano da vivência. Esse ano também estamos trabalhando nesse mesmo registro, mas dessa vez, a obra a ser “vestida” são origamis.
Confiram o vídeo com os parangolés produzidos no ano passado e aguardem novidades!
Para saber mais sobre a obra de Hélio Oiticica, clique aqui.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Natureza-Morta

       Quando trabalhamos com as obras dos pintores holandeses propus duas atividades, uma delas foi criar uma natureza morta. Como muitos alunos alegam ter dificuldades para desenhar, pensei em realizar um trabalho mais voltado para a questão da composição do que propriamente para o desenho. Então fizemos um trabalho de recorte-colagem a partir de fichas fotocopiadas (xerox), nessas fichas os alunos poderiam escolher quantos e quais elementos iriam compor os seus trabalhos. O resultado foi bom, até porque aconteceram muitas trocas entre eles, no sentido de, por exemplo, como criar a ilusão de profundidade para uma mesa? É importante chamar atenção para o fato de que apesar de partirem dos mesmos elementos, as composições são bastante diferentes entre si. Além disso a atividade serve para reforçar a compreensão sobre esse gênero da pintura.

Amanda Pires (901)

Carlos André (901)

Thainá (902)


Joyce Lopes (902)

Para fazer o download das fichas de trabalho clique aquiaqui também!


As imagens que usei para criar as fichas de trabalho foram retiradas da Internet, você professor - caso prefira - poderá fazer o mesmo, criando a sua própria ficha de trabalho com as imagens que achar mais apropriadas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Oratórios [Arte Barroca no Brasil]


Continuamos nossa viagem através da arte brasileira, aproveitamos os meses de junho e julho, tradicionalmente dedicados às típicas Festas Juninas, para voltar nossos olhares para a produção religiosa do período barroco. Vimos uma série de reproduções de artistas como Aleijadinho, Mestre Ataíde e outros.
O estilo barroco desenvolveu-se no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Optamos por realizar como atividade prática pequenos oratórios. Nosso objetivo foi discutir o fenômeno artístico, mas a própria natureza do trabalho tem um aspecto religioso, dei liberdade para os alunos usarem ou não as imagens dos santos (Santo Antônio, São Pedro e São João). Alguns preferiram usar imagens de anjos e outros criaram suas próprias imagens. Uma aluna perguntou se podia usar uma figura de Iemanjá, eu não só aprovei, como gostei da idéia, entretanto a aluna desistiu por achar que poderia parecer uma ofensa aos colegas, que em sua maioria são católicos.
De todo modo o resultado foi bonito e creio que os alunos compreenderam  os principais elementos estilísticos relacionados ao barroco, tais como o uso exuberante de ornamentos e da talha de madeira dourada.


Assista ao vídeo e comente, sua opinião é importante para nós.



Para outra atividade relacionada ao Barroco no Brasil, clique aqui.

Arte Brasileira no Período Colonial [2]


A partir da observação da pintura do Victor Meirelles [A Primeira Missa no Brasil] notamos que havia um baú bem próximo do altar. Questionei os alunos sobre esse baú. Estariam os portugueses trazendo riquezas para o Brasil ou pretendiam levá-las. A turma se dividiu, mas após alguma discussão chegamos à conclusão de que os portugueses levaram riquezas do nosso país, tais como ouro, pau-brasil e açúcar, mas que eles também trouxeram conhecimento que por aqui não havia. Então houve uma troca, apesar de todos os problemas que existiram, e ainda perduram, especialmente para os primeiros habitantes, os índios.

Resolvi então perguntar para os alunos quais eram as riquezas do Brasil? Resolvemos criar baús através dos quais eles representariam tais riquezas, criando um novo diálogo com a imagem criada por Meirelles.

O resultado foi uma riqueza de idéias e modos de expressar. Registramos os trabalhos no vídeo a seguir.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Picasso Head

O cubismo foi um movimento artístico relativamente breve, mas que deixou uma forte influência na arte do século XX, seus ecos ressoam até o presente. Para mim não bastava mostrar obras de Picasso e Braque para os alunos do Ensino Médio e dizer que estes artistas aboliram o uso da perspectiva linear em suas pinturas, rompendo com um paradigma que se instalou desde o Renascimento. Que Picasso descontruiu as imagens em planos sucessivos criando uma nova forma de representar os objetos, mostrando diferentes pontos de vista simultaneamente. Era importante que os alunos experimentassem essa informação. Mas como? 
Bom surgiu à idéia de criamos cabeças à moda de Picasso, resolvemos que o trabalho seria tridimensional, e que funcionariam como máscaras. Com materiais muito simples - caixas de papelão, tinta guache e colagens - eles criaram trabalhos muito expressivos, brincando com as proporções da cabeça (muito maior ou menor que a forma natural), com a posição dos elementos (olhos que se projetam além do espaço da face), com a sobreposição dos planos (trabalhando a caixa a partir do seu vértice ao invés do plano frontal) e criando uma estrutura onde o rosto é uma abstração que se abre para uma face dividida.
Foi muito bom fazer esse trabalho, acho que a alegria e envolvimento dos alunos transparecem nesse pequeno vídeo que fizemos, espero que gostem. 




Para saber mais sobre o nosso trabalho com o cubismo, clique aqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Natureza-morta

Os alunos do 9º ano prosseguem em sua jornada através da história da arte no Brasil. E agora chegam os holandeses querendo um pedacinho do Brasil, um pedacinho extremamente bonito do nordeste, diga-se de passagem. Mauricio de Nassau trouxe com sua corte dois pintores importantes Franz Post e Albert Eckhout, nosso olhares então vão descobri esses estrangeiros que de modo tão bonito nós legaram os primeiros registros de um Brasil que ainda engatinhava. 


Para fazer o download dessa apresentação clique aqui.

See more presentations by andy_rj | Upload your own PowerPoint presentations

domingo, 27 de junho de 2010

Semana do Meio Ambiente [2]

Durante a exposição dos trabalhos da Semana do Meio Ambiente, promovida pela escola, resolvemos fazer uma instalação junto com os alunos do Ensino Médio. A minha proposta foi verificar quanto lixo a escola produz em um único dia, e com esse lixo desenhar o símbolo da reciclagem. Pois bem, descobrimos que não é pouco lixo não, em média são recolhidos de 6 a 8 sacos de lixo! Excluímos o lixo dos banheiros e o lixo orgânico gerado no refeitório.
Os alunos ficaram impressionados com a quantidade e nem conseguimos usar todo o lixo em nosso projeto. Acredito que conseguimos gerar um impacto visual, pois a maioria ignorava a enorme montanha de lixo que a escola gera diariamente.
O próximo passo é implantar na escola a coleta seletiva e estimular todos a pensarem em formas de redução do lixo.
O resultado da instalação pode ser conferido no vídeo abaixo.


domingo, 20 de junho de 2010

Semana do Meio Ambiente [1]



A
 escola organizou uma série de atividades para celebrar a semana do meio ambiente. Buscando ligar o conteúdo que estamos desenvolvendo com as turmas do 9º ano (Arte no Período Colonial) ao projeto desenvolvido pela escola, resolvemos fazer uma atividade de reaproveitamento do papel jornal. Usamos recortes de jornais e fizemos pratos de papel, onde os pratos plásticos serviram apenas como moldes.
Depois os pratos de jornal foram pintados de modo a lembrarem a porcelana em suas tradicionais cores azul e branco.
Foi feito um trabalho de pesquisa e sensibilização anterior à execução da atividade, veja o slide show com imagens de porcelanas portuguesas (clique aqui).
Os trabalhos finalizados foram expostos no pátio da escola, junto com dezenas de atividades realizadas por outros professores e turmas.

A seguir um vídeo ilustrando o processo de trabalho.

sábado, 19 de junho de 2010

Arte Brasileira no Período Colonial

A
s turmas do 9º ano estão estudando a arte do período colonial brasileiro, uma das primeiras imagens que usei foi a da Primeira Missa no Brasil, do pintor Victor Meirelles (1861), que faz parte da coleção Museu Nacional de Belas Artes (RJ). Além de apreciar a pintura de Meirelles, também levei para as turmas uma versão do mesmo tema realizada por Portinari em 1943 e outra de Glauco Rodrigues de 1971. Discutimos as diferenças e semelhanças e a moçada achou engraçada a pintura do Glauco por colocar o pessoal na praia e parecer um desfile de escola de samba.
 Victor Meirelles - A primeira Missa no Brasil (1861)

Candido Portinari - Primeira Missa (1943)
Glauco Rodrigues - A Primeira Missa no Brasil (1971)
Usando o computador editei a pintura de Meirelles deixando apenas o núcleo central e incentivei os alunos a interferirem no entorno reconfigurando / atualizando a pintura clássica do Victor Meirelles. 
Alguns trabalhos dos alunos:
Sabrina de Jesus (901)




 
Carolina da Silva (901)

Luciano Santos (903)

Vitor Hugo (903)


 Carla Gonçalves (901)

Maria Beatriz (901)



Gabriel Santos (901)





Lucas Duarte (901)
 
Joyce Lopes (902)



Wesley Andrade (902)



 Douglas Amorin (902)

Para fazer o download da ficha de trabalho clique aqui.


No clima da copa


I
mpossível ficar de fora da torcida, então decoramos os corredores da escola com estrelas nas cores da bandeira nacional, torcendo para que a nossa seleção acrescente a estrela do hexa ao seu uniforme!

Agradecimentos especiais a todos os alunos que colaboraram confeccionando as estrelas e mais ainda ao Caio (903) que ficou depois do horário me ajudando a colá-las nas colunas. Alunos da professora Ana Maria, do período da tarde, também deram uma força.

Meu muito obrigado a todos! 


sábado, 29 de maio de 2010

Cores em toda parte



Não basta analisar pinturas ou mesmo realizar atividades de pintura,
é preciso compreender ao menos os rudimentos das questões relacionadas
à cor. Por isso fizemos essa grande bagunça nas turmas de Ensino Médio,
para realizar o círculo cromático (3 primárias, 3 secundárias e 6 terciárias),
mais uma escala tonal e os pares de complementares, não é fácil fazer tudo
isso em duas aulas de 50 minutos, mas funcionou. Agora podemos olhar
Van Gogh com um pouco mais de conhecimento.
Como podem observar nas fotos uma atividade técnica não precisa ser
chata.
Abraços policromáticos!

 
Agradecimentos especiais para a Professora Tsuruko, por nos mostrar que é possível realizar sempre mais. 
Para baixar a ficha de trabalho, clique aqui.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ainda trabalhando relações entre fotografia e pintura.



                 Após estudarmos um pouco sobre o impressionismo, suas principais características formais e observarmos com atenção algumas reproduções de pinturas de Monet, Renoir e Degas; propusemos aos alunos que eles pintassem flores, mas partiríamos de reproduções de fotografias, pintaríamos sobre cópias (xerox).
          O resultado foi bastante interessante, pois apesar de muitos alunos partirem de uma mesma imagem, as soluções plásticas foram bastante diversas. Em alguns casos o envolvimento com a materialidade da tinta fez com que a pintura beirasse a abstração.
                  Um pouco da atividade no vídeo abaixo.



terça-feira, 27 de abril de 2010

Pintura Sobre Papelão

Dando continuidade ao trabalho que iniciamos, abordando a questão da imagem fotográfica e suas implicações sobre os caminhos da pintura a partir do século XIX. 

Para relembrar:

1º - Retomamos um trabalho iniciado em 2008 em que a culminância foi um ensaio fotográfico cujo tema era a escola e seu cotidiano (saiba mais clicando aqui);

2º - Trabalhamos a questão da contextualização da fotografia e seus modos de produção (leia mais clicando aqui).

3º - Em seguida fizemos um trabalho de sensibilização estética, onde os alunos produziram pequenos livros com recortes de fotos que eles consideraram como “boas fotos”. Procurei levar os alunos a uma reflexão sobre questões como luz, enquadramento, cor, textura, foco, etc.  Para mais detalhes clique aqui.

4º - Refizemos a proposta de ensaio fotográfico, agora os alunos divididos em grupos, tiveram que trabalhar a partir de três temas: a família, o bairro e o trabalho. Vamos publicar em breve algumas imagens fruto dessa atividade.

5º - Estamos explorando as possibilidades entre a fotografia e a pintura. O trabalho apresentado agora consiste em selecionar uma fotografia (jornal / revista), “copiar” a foto usando papel vegetal, transferir o desenho para o papelão e pintar, usando primeiro uma base branca, depois uma primária como fundo e depois o preto para a figura, o trabalho é finalizado com uma camada de cola branca. A idéia central é trabalhar as relações de espaço e figura / fundo, o uso das primárias foi uma decisão minha, para criar unidade entre os trabalhos.

Os resultados bastante originais podem ser relacionados a diferentes correntes estéticas, do expressionismo, a pop art, e até mesmo ao minimalismo. Essas tangências serão exploradas adiante.

Espero que gostem!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia do Planeta Terra : Arte e Biologia por um mundo melhor e mais belo

 


C
ontinuamos comemorando, agora com uma pequena seleção de fotos. É importante não esquecer que se cada um fizer ao menos um pouco, todos sairemos ganhando. Separar o lixo reciclável já é uma grande coisa.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dia do Planeta Terra [22 de Abril]



O
ficialmente hoje é Dia de Tiradentes, mas vou fazer esse post comemorando o Dia do Planeta Terra antecipadamente. O projeto que fizemos foi divulgado pela SEE-RJ no site Conexão Professor (clique aqui), leia o que escreveram a nosso respeito.

Estou muito satisfeito com o resultado do Projeto e com a participação de todos.

Apesar do feriado prolongado estou trabalhando em casa. No sábado viajo para Brasília e retorno com novidades na segunda.

Abraços e aproveitem o feriado.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Todo dia era dia de índio!


T
odo mês de abril temos, quase compulsoriamente, que realizar algum trabalho voltado para a arte indígena. É mais do que correto que os primeiros habitantes do nosso país deram sua parcela de contribuição para a formação da identidade nacional. Entretanto esse caráter de “efeméride” é que é chato!

O planejamento desse ano para os alunos do 9º ano do fundamental teve como referência a arte brasileira, começamos estudando sobre a pré-história e logo já estávamos falando sobre a arte indígena. Esse aspecto cronológico não será uma camisa de força, pensamos em comparar, estabelecer relações e ir tecendo os fios que nos ajudarão a formar uma idéia básica sobre os processos que levaram ao que chamamos de arte-contemporânea brasileira. É bastante pretensioso, mas vamos ver o que conseguiremos até o final do ano.

Bem, mas voltando aos nossos índios... Depois de conversamos sobre o assunto e de vermos essa apresentação (clique aqui), fizemos colares usando contas feitas a partir de folhas de revistas, uma forma de reaproveitar material que vai para o lixo, mas mais do que isso, uma oportunidade de pensar questões estéticas, afinal de contas a vontade de "ficar bonito", de se enfeitar é algo próprio da natureza humana. Somos criaturas estéticas. Alguns alunos levantaram algumas questões: 
– O pessoal que usa alargadores de orelhas, é igual índio, né professor?!
– Os índios usavam piercing também?!
– Achei linda essa coisa de penas! (referindo-se a uma braçadeira)
– Como eles faziam tudo isso morando no mato?(sic) (demonstrando espanto diante de uma reprodução colar de contas)