Os alunos do 9º ano continuam suas descobertas sobre a arte brasileira, nosso percurso é mais ou menos linear; primeiro investigamos a pré-história brasileira, com especial destaque para as pinturas rupestres encontradas no Piauí. Agora estamos discutindo a arte indígena em suas diversas manifestações (arte plumária, cerâmica, objetos e adornos, cestaria etc). Para começar, analisamos as pinturas corporais a partir de algumas imagens que conseguimos na Internet. Achei importante destacar que os padrões utilizados são diferentes entre as tribos e ao mesmo tempo também caracterizam os indivíduos quanto ao seu papel no interior da comunidade. Por exemplo, homens, mulheres e crianças “usam” pinturas diferentes.
Como atividade propus que os alunos se dividissem em duplas e criassem pinturas um no braço do outro. Pedi que fizessem as pinturas a partir do que tínhamos observado. Foi bom ver que a maioria usou padrões geométricos e lineares, se aproximando bastante dos elementos usados pelos índios, outros alunos criaram formas que dialogam com a estética africana. Poderemos retomar esses trabalhos mais adiante e discutir as semelhanças e diferenças entre a arte africana e indígena brasileira.
Na atividade usamos tinta guache. É importante perguntar aos alunos se alguém é alérgico antes de aplicar a tinta sobre a pele. Mesmo sendo uma tinta a base de água pode haver algum tipo de reação. Também recomendo que o braço seja lavado logo em seguida, para que a tinta não permaneça muito tempo em contato com a pele.
Vejam o vídeo, espero que gostem do resultado. Eu fiquei bem feliz!
Sugestão de vídeo com pinturas corporais dos índios da tribo Asurini do Xingu.
Veja aqui um PowerPoint que usamos na aula.
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